Tatiana Khalil, ex-capitã da seleção do Líbano que jogou em clubes de três países antes de aceitar o convite para viver em Jeddah. Hoje, ela coordena um centro de treinamento bancado pelo governo em que 100 meninas, de 8 a 14 anos, se desenvolvem em busca de uma vaga em um dos times profissionais femininos do país. O centro em que Tatiana trabalha, por exemplo, revelou 40 meninas para as categorias de base do Al-Ittihad na última temporada.
O ecossistema do futebol feminino saudita está crescendo por um investimento grande do governo. Os clubes, inclusive, contratam estrangeiras. A mudança começou em 2016, com a criação da Visão 2030, um plano de modernização da sociedade com revoluções previstas para economia e sociedade.
Em 2017, a Arábia Saudita acabou com a proibição de que mulheres dirigissem no país. Depois, acabou o veto à presença feminina em jogos de futebol e já existem mulheres trabalhando em quase todos os setores da economia; tais como: vendedoras em lojas, garçonetes em restaurantes, seguranças em aeroportos, atendentes em bilheterias, etc.
Não é uma situação, ainda, perfeita, mas já é um avanço para as mulheres.